Sobre: Itália

Semana passada peguei um ônibus saindo de Lyon (na França) em direção à Turim. A viagem dura menos de seis horas e o preço sai por 30 euros ida e volta com a Ouibus (dentre as companhias de ônibus é minha preferida –  confortável, tranquila para viajar e de quebra tem internet gratuita à bordo). Acabei nem vendo preço / disponibilidade dos trens, pois já havia passado por essa estrada e, vendo a foto aqui embaixo acredito que dê pra entender porque quis repetir o trajeto. No caminho entre essas duas cidades, especialmente nessa época fria do ano (final do outono – começo de inverno), é possível ver várias montanhas branquinhas de neve! Eu que amo ler quando estou na estrada acabei nem pegando muito no livro…

 

Vista da janela!

Vista da janela do ônibus 🙂 A foto nem precisa de filtro, tão linda que é!

Cheguei sexta à noite e acabamos (eu e meu companheiro) jantando com os pais no próprio hotel. Vou fazer aqui um pequeno ponto sobre o lugar em que dormimos: chama-se Oasi di Cavoretto (http://www.oasicavoretto.org/), e não fica exatamente em Turim (15 minutos do centro de carro e fora dos horários de pico). O lugar é gestido pelo Gruppo Abelle, organização não lucrativa. Se você dispões de um carro, procura um refúgio de paz, silêncio e contato com a natureza (e se interessa pela prática de um turismo solidário) é uma ótima opção de hospedagem! Eles ainda trabalham com produtos quilômetro zero e orgânicos <3

Jardim do Oasi di Cavoretto.

Jardim do Oasi di Cavoretto – um cházinho, uma coberta e um livro e eu fico feliz da vida.

 

Vista do hotel. Nada mal!

Vista do hotel pela manhã. Nada mal!

 

Praticamente tínhamos sábado para conhecer a cidade. Eu tinha planejado visitar o Museu do Cinema e o Museu Egípcio, mas acabamos indo pela manhã no que dizem ser o maior mercado de rua da Europa… O que aconteceu é que o dito cujo é realmente gigante e acabamos “perdendo” a hora caminhando pelas ruas olhando tudo o que eles vendem: móveis, roupas (nada de muito especial), coisas de segunda mão (tem várias coisas curiosas) e artesanais (têm bastante coisa em couro), livros, etc. Acho que o que mais me chamou atenção foram os móveis – tem várias cadeiras usadas em cinema, achei super engraçado – e as bolsas – várias, de 05 à 20 euros. Deixo aqui uma seleção de fotos:

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Não seguimos nenhum roteiro pelo mercado, fomos indo seguindo a intuição, entrando principalmente nos pequenos edifícios:

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Enfim, depois de gastar muita sola de sapato, fomos comer no Vinolento (sugerido por uma amiga torinesa), um restaurante e enoteca, não muito barato, mas muito gostoso! A massa era realmente deliciosa e pedimos como aperitivo uma tábua de queijos (o endereço é Via Corte d’Appello, 13 e o site deles é esse aqui: http://www.vinolento.net/ ).

Como fazia muito frio, fomos direto depois do almoço ao famoso Café Al Bicerin (Piazza della Consolata, 5, aberto todos os dias exceto quarta-feira, até 19h30). Aberto desde 1763, é um pequeniníssimo espaço super aconchegante. A decoração “à moda antiga” é um deleito aos olhos (não sei o quanto mudou ao longo dos tempos, mas guarda um ar de viagem no tempo impressionante). Prometo escrever mais sobre esse lugar em um próximo post, dedicado apenas à Cafés que amamos.

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Interior do Al Bicerin (arquivo pessoal, como todas as fotos do post!).

 

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Nossa mesa 🙂 Chegamos e esperamos cinco minutos (do lado de fora) por uma mesa, mas demos sorte. Geralmente, a espera é maior!

 

Voilà o famoso bicerin!

Voilà o famoso bicerin! Recomendam não girar – misturar antes de beber (mas sinceramente, achei mais gostoso fazendo mistureba).

O dito Café, por onde já passou Umberto Eco, fica de frente para o Santuario della Consolata. Sugiro fortemente entrar nesse santuário de origem paleo cristiana (do século V) que tem uma história longa, passando por várias transformações e ampliações – a impressão que temos estando dentro é de que existe mais de uma igreja dentro da mesma igreja.

Continuando com o patrimônio religioso, visitamos o Duomo di Torino (Basilica Cattedrale di San Giovanni Battista), onde está guardado o Santo Sudário (em italiano “Sindone”, o que acredita-se ser o manto/lençol de linho que cobriu  Jesus em seu sepulcro).

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De noite, passeamos pelo centro, que já estava enfeitado para o Natal:

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E por fim, visitamos domingo de manhã o Parco del Valentino. Como pegamos o final do outono, as cores estavam lindas!

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No parque, há ainda o Borgo Medievale. Construído nos anos 40 com réplicas de casas, igreja, praça nos moldes do período medieval (ou seja, obviamente nada ali data da Idade Média).

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Conta pra gente o que você viu e mais gostou em Turim. Beijos e até a próxima carta,

Escrito por Maria Fernanda Marini

Maria Fernanda, 25 anos, formada em turismo pela ECA/USP. Mudar-se de cidade é um "hobby" desde criança. Já viveu em Assis, Curitiba, Castrolanda (Paraná), São Paulo e atualmente mora em Lyon, na França. Apaixonada pelas imaterialidades dos lugares por onde passa: dialetos, culinária, savoir-faire... Grande entusiasta de sistemas de trocas (de roupas, saberes, sofás) e de todo o universo "bio" :)

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