Sobre: França

Oi povo :)

Semana passada fui passar alguns dias em Toulouse, no sul da França. Pesquisando um pouco sobre o que fazer por aquelas bandas, acabei descobrindo uma cidade que ficava ali pertinho chamada Albi. Vi só algumas fotos, achei bonita e decidi ir. Como não planejei nada da minha visita, fui  até a estação de trem de Toulouse (Gare Maltabiau) e comprei um ticket de ida e volta pra lá (pra quem tem de 12 – 25 anos, sai à 10,60 euros a ida e mesmo preço para a volta).

Quando estava no trem, encontrei um casal de senhores (ele da Austrália e ela da Inglaterra) e viemos conversando o caminho todo. Eles me contaram para um pouco do que já visitaram na França, dos vinhos da região que experimentaram (me indicaram inclusive a região de Gaillac), passeios que fizeram, etc…

Como eu já falei antes por aqui, o fato de estar sozinha te deixa mais aberta à conversar com “estranhos” enquanto viaja. E essa é uma das melhores coisas de viajar sozinha!

ALBI

Visitar Albi me rendeu uma surpresa atrás da outra. Acho que estar sozinha durante uma viagem também nos faz mais sensíveis à estética do lugar… Fato está que, logo ao chegar no centro da cidade, dei de cara com isso aqui ó:

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Classificada patrimônio mundial pela UNESCO e gigantescamente linda, essa é a Cathédrale Sainte-Cécile, vista de trás. Ela é realmente ENORME e faz parte da Cité Episcopale. Segundo o Office de Tourisme da cidade, com 18.500 metros quadrados de afrescos e decorações, essa é a maior catedral pintada/maior catedral feita de tijolos da Europa! Eu não consegui decidir se ela é mais bonita por fora ou por dentro. Porque, quando você entra, voilà com o que se depara:

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O teto é todo decorado com cenas bíblicas, com um fundo de azul intenso. A pintura do teto foi feita em três anos, de 1509 à 1512. A foto acaba não fazendo jus à beleza !

 

Além disso, na lateral, há pinturas em 3D. O efeito ótico é bem interessante:

Fonte: arquivo pessoal.

Fonte: arquivo pessoal

Ao lado da Catedral, fica o museu do pintor Toulouse-Lautrec. Antes de entrar no museu, me indicaram a visita do jardin do Palais de la Berbie (o museu e o palácio são uma construção só). Contornei o palais e…  Fiquei uma meia hora boquiaberta.

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Fonte: arquivo pessoal.

Duas fotos porque a beleza do lugar merece!

Vista do jardim do Palais de la Berbie para o Rio Tarn.

Segui então para a Église Saint-Salvi. Como estava fechada, decidi ir experimentar o cassoulet, prato típico da região. É uma espécie de feijoada, mas muito mais pesada (eu particularmente não gostei – talvez pela expectativa que estava). Mas a vista do Restaurant Les Arcades é linda (ele fica na place du Cloître Saint-Salvi).

Vista do restaurante!

Vista do restaurante!

Voilà le cassoulet!

Voilà le cassoulet!

Perguntei à pessoa que me atendeu no restaurante se não havia uma outra maneira de entrar pela igreja (eu já havia passado duas vezes e a porta estava fechada). Ele me indicou seguir por uma passagem estreita, meio escura, que existe nessa place Saint Salvi.

Segui e, mais uma vez, se abriu para mim uma vista inesperada e absurdamente linda. Apesar de não indicado no mapa, existe uma entrada para o Cloître Saint-Salvi ali. Como é primavera, o jardim estava super florido. A visão do claustro, desse espaço verde se abrindo em meio às antigas construções é marcante.

 

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Visitei também o mercado fechado de Albi (Marché couvert). Foi lá que comprei um vinho da região (que ainda não experimentei), mas, como as barracas já estavam todas fechadas, não sei dizer quão interessante é. Por fora é bonito!

Não tive tempo de descer até o rio, mas numa próxima vez o farei.

Por fim, caminhando um pouco pela cidade, encontrei por um acaso um lugar chamado Place Savène – um amontoado de casinhas infinitamente floridas. Não colocarei foto aqui no texto, mas logo mais posto no nosso instagram. É um sonho!

Espero ter passado um pouquinho do amor que senti por mais essa cidade.

Entrada do museu do Toulouse-Lautrec. Vale muito a pena dedicar umas horinhas pra conhecê-lo, já que além das obras, a arquitetura interna do museu é bem bacana.

Até a próxima!

Escrito por Maria Fernanda Marini

Maria Fernanda, 25 anos, formada em turismo pela ECA/USP. Mudar-se de cidade é um "hobby" desde criança. Já viveu em Assis, Curitiba, Castrolanda (Paraná), São Paulo e atualmente mora em Lyon, na França. Apaixonada pelas imaterialidades dos lugares por onde passa: dialetos, culinária, savoir-faire... Grande entusiasta de sistemas de trocas (de roupas, saberes, sofás) e de todo o universo "bio" :)

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