Sobre: Colômbia

Lu!!

Eu adoro quando alguém diz que vai para a Colômbia e me pede conselhos! Falar sobre esse país faz meus olhos brilharem! Me senti muito bem lá, fiz muitas amizades (que mantenho contato até hoje!) e trago ótimas lembranças. Passei 64 dias na Colômbia, sendo 40 de trabalho voluntário na cidade de Manizales e 24 viajando na costa caribenha do país. Tenho tanto pra falar de lá que nem sei por onde começar! Poderia te escrever sobre música, comidas, pessoas, hostels e muitas outras coisas! Mas geralmente a nossa primeira dúvida ao viajar para um novo país é o que fazer e que cidades visitar, então resolvi te escrever sobre os meus lugares favoritos na Colômbia, que me chamaram a atenção e que eu não esperava conhecer. Bom, vamos lá.

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Em uma das paradas, no caminho para o Nevado del Ruiz

Nevado del Ruiz: O Nevado é um vulcão em atividade que fica nas proximidades de Manizales, cidade na qual eu morei. Da janela do meu quarto, o Nevado aparecia todos os dias pela manhã roubando toda a minha concentração. Essa foi a primeira vez que eu fui pra fora do Brasil, então eu estava doida para ver coisas diferentes e o vulcão era uma delas. É possível fazer um passeio para chegar ao Nevado, que dura o dia inteiro. Eu fiz e te recomendo! Não é muito barato, mas para mim valeu a pena cada centavo. Paguei em torno de 100.000 COP (já faz mais de um ano, talvez esteja um pouco mais caro) com transporte, comida típica e ingresso para o Parque de los Nevados inclusos. O passeio sai bem cedo e o guia recomenda levar roupa de frio (luva, touca, casaco), pois o vulcão fica a 5000m de altura e lá em cima o clima sempre é bem gelado. Também recomendam levar comidas que dão energia, como chocolate! Quando eu fui, o Nevado estava no que eles chamam de “Alerta Amarelo”, ou seja, o vulcão estava instável, por isso era permitido excursão somente até os 4400 metros. Ter contratado um guia foi de extrema importância. Durante a subida, que é feita de van, tivemos várias paradas para observar a paisagem local, conhecer a história do vulcão e também beber o tradicional chá de coca. É bem diferente de qualquer coisa que eu havia visto antes e realmente muito bonito. Ah e claro, importante lembrar que, por estar em altitude elevada, é preciso ter uma boa noite de descanso e se alimentar bem pelo menos dois dias antes do passeio.

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visão do Nevado del Ruiz, da estrada que levava ao vulcão

 

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Placa na entrada da praça: “Descalça seus pés e sente a energia do planeta”.

 

La plaza de los piés descalzos: Medellin já foi apontada como a cidade mais inovadora do mundo, sabia disso? Dentre tantos atrativos diferentes e prédios com arquitetura peculiar, encontrei no meio da cidade, por um acaso, uma praça com uma ideia genial! O nome em português significa “A praça dos pés descalços”. Ou seja, nada de sapatos! Dentro da praça tem quatro áreas para você andar. A primeira, onde está a placa dizendo pra tirar seu sapato, tem o chão de areia; a segunda é um bosque com chão de pedregulho; depois uma espécie de fonte para colocar os pés na água; e por fim um gramado. Na placa pede para tirar os sapatos e sentir a energia do planeta. Genial, não? Eu nunca tinha ouvido falar e achei a ideia sensacional. Foram bem criativos nessa! Com certeza um dos meus lugares preferidos em Medellin.

 

 

Piedra del Peñol: Da cidade de Medellin, você pode ir para Guatapé e subir na Piedra del Peñol, uma das vistas mais lindas que tive na Colômbia! A Pedra é parecida com a do Pão de Açúcar, no Rio de Janeiro, e para chegar no topo dela é necessário subir 650 degraus! Mas vale muito a pena mesmo. Você não vai se arrepender, tenho certeza. Para ir para a Pedra é só pegar um ônibus da rodoviária de Medellin para Guatapé, com o custo aproximado de 15.000 COP o trecho e duração de 2 horas. O ônibus para em uma pequena estrada que leva até o pé da Pedra. De lá eu subi caminhando e foi bem tranquilo, mas você pode pegar também uma van ou subir a cavalo. Para subir a escadaria era cobrado na época 10.000 COP. Depois de fazer esse passeio eu recomendo visitar o centro da cidade, é bem bonito e as casas são todas coloridas. É um lugar muito gostoso de se conhecer!

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Vista de cima da “Piedra del Peñol”, cidade de Guatapé

 

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Praia Bahia Concha, Santa Marta

Bahia Concha: Chegamos às maravilhosas praias caribenhas! A cidade de Santa Marta, na costa, tem diversas praias ao seu redor. Algumas eu encontrava mais informações e eram bem conhecidas, como o Parque Tayrona (imperdível!) e Taganga. Mas em um lindo dia, depois de acordar mais uma vez sem plano algum, descobri a existência dessa bela praia: Bahia Concha. No hostel que eu estava tinha um folheto sobre ela, então resolvi ir conhecer. Para chegar não é tão fácil, mas nada impossível. Peguei um ônibus de Santa Marta (1200 COP) que ia para Chimila e lá tinham mototaxis que levavam os turistas para a praia. De primeira eles vão te cobrar um preço alto, então não se esquece de negociar! Dando um choro eu consegui pagar 8.000 COP o trecho. A praia é a mais pura beleza na Terra. Calma, somente com poucas pessoas e a água azulzinha. Passei umas boas horas lá, sentada, observando o mar, nadando, refletindo. Recomendo você levar alguns lanches, pois tinha somente uma pessoa vendendo comida, sem muitas opções e com o preço um pouco acima do normal. Também havia um camping no lugar, o que indico caso você queira algo mais tranquilo e nada super badalado.

 

Um lugar mais lindo e interessante que o outro, né? A Colômbia me deixou com muita saudade e vontade de voltar, você não faz ideia. Eu realmente espero conseguir um dia ir de novo pra lá! E espero que essa carta tenha te deixado animada para rodar o país inteiro.

Te desejo uma ótima viagem e aproveita muito aí por mim! Em breve te mando mais cartas com dicas de roteiros, transporte, comida, música e o que mais você quiser saber sobre esse país maravilhoso. Ah, e se descobrir algum outro lugar legal, me manda uma mensagem contando.

Saludos desde Berlin,

Herika

PS.: O COP é a moeda da Colômbia (pesos colombianos) e sua conversão varia de R$1 = 750~800 COP.

Escrito por Hérika

Hérika, 23 anos, formada em Turismo pela ECA/USP. Amante das artes, tem como sua grande paixão o circo, em especial o malabares, mundo que entrou no final de 2012. Passou dois meses na Colômbia ensinando português e seis na Alemanha aprendendo alemão. Aprecia uma roda de samba, uma noite na praia e um bom violão. Atualmente mora em São Paulo, cidade em que nasceu.

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