Sobre: Experiências de bordo, Lugares, Pessoas

Oi Rê,

Tudo bom?

Você sempre me pergunta sobre viajar sozinha e pede algumas dicas para poder se aventurar! É engraçado que quando se fala sobre o assunto alguns nem cogitam a ideia; já outros veem como algo desafiador. Eu sempre estive entre os do segundo grupo!

A minha primeira viagem sozinha foi em 2012 quando fui para Salvador! Apesar de ter ido a trabalho, consegui aproveitar bastante. Essa foi a primeira experiência onde estava em um lugar novo, e tinha que me virar sem a ajuda de outra pessoa. No mesmo ano fui a Recife – também a trabalho. Essa segunda viagem já foi um pouco mais mochileira. Me hospedei pela primeira vez em um hostel com quarto compartilhado. Como já te disse, no começo é estranho dividir o mesmo espaço com pessoas que você não conhece, mas logo já dá para descobrir porque alguns são tão adeptos desse meio de hospedagem, além da economia! Mas depois te conto um pouquinho mais sobre os albergues, como também são conhecidos.

 

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Meus pés na Lagoa do Abaeté em Salvador Fonte: Acervo Pessoal

Em 2013 foi quando eu tive a grande viagem da minha vida – fiquei 6 meses em Portugal e aproveitei o tempo no intercâmbio para também conhecer outros países. É uma mistura absurda de sensações toda a experiência de se despedir de pessoas que você gosta, além do nervosismo de estar indo a algum lugar completamente novo, onde eu tinha reservado 3 noites em um hostel e o restante seria por minha conta para arranjar um quarto para chamar de lar nos meses seguintes.

Bom, enquanto estava na Europa viajei sozinha para a Bélgica, Suécia e Noruega. Inclusive já te falei que fiquei em couchsurfing na Bélgica e Noruega, né? Dá uma olhadinha nessa carta da Ingrid sobre essa forma de hospedagem, é bem bacana também: Minha experiência com o Couchsurfing .

 

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Noruega Fonte: Acervo Pessoal

Além desses países também conheci Buenos Aires sozinha. E digo que não tem lugar melhor para viajar sozinha do que na América do Sul! Em Buenos Aires conheci muitas pessoas diferentes, não me senti sozinha por um minuto sequer! Nesse momento senti o quanto é possível se abrir a novas experiências estando sozinha, talvez se eu estivesse com um grupo de amigos não tivesse conhecido tantas pessoas com quem tenho contato até hoje e passado por momentos tão especiais.

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Caminito em Buenos Aires Fonte: Acervo Pessoal

 

Eu sempre digo que a pior parte é a expectativa. É um acúmulo de anseios, medo e animação, encontrar-se completamente perdida em um novo lugar, onde tantos hábitos são diferentes!

Um pouco de coragem e iniciativa. Essas palavras separam aqueles que se arriscam dos que ficam no plano do “gostaria, mas…”. Mas viajar sozinha, não é sinônimo de estar sozinha. Muito pelo contrário! São nessas viagens que você mais consegue conhecer pessoas! E no fim, as experiências valem mais do que a tão esperada foto no cartão postal!

Para muitos estar sozinho também é um exercício de reflexão e uma viagem amplia esse sentimento.  O autoconhecimento que uma viagem traz é algo que se leva para a vida toda. São nas viagens solo que você se abre mais para conhecer o novo. Viajar sozinha te deixa aberta para conhecer novas pessoas, para ir em direção ao desconhecido. Tem sensação melhor do que quebrar paradigmas ao se aventurar?

Acredito que por sermos mulheres também estamos mais sujeitas a situações de risco, mas tendo cuidados básicos esse não deve ser um motivo para deixar de viajar! É impressionante quantas pessoas boas passaram pela minha vida enquanto eu estava fora da minha zona de conforto.

Se limitar à rotina pode ser mortal e até nos cegar em relação ao que se passa no mundo e dentro de nós mesmas, por isso eu fico muito feliz que você decida ir e ver por você!

Espero que esse textinho te encoraje a ir ainda com mais vontade! Depois me conta como foi!

Beijos,

Thaís

Escrito por Thaís

Thaís, 24 anos, formada em turismo pela ECA/USP. Morou 6 meses em Portugal, onde estudou na Universidade de Coimbra e teve a oportunidade de conhecer diversos países e culturas. Paulistana, meio carioca e com raízes mineiras, acredita que a beleza da vida se encontra em coisas simples.

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